BEM VINDOS

Muitas vezes não conseguimos compartilhar com as pessoas que nos são caras, todas coisas que vemos,
sentimos ou recebemos.São pedaços de vida e sentimentos recolhidos aqui e ali.
Este Blog não tem outras pretensões, senão partilhar textos, mensagens, músicas e poemas com quem acessá-lo.
São meus, são seus e de todos dispostos a partilhá-los.Sinta-se à vontade se quiser comentar, a casa é sua.
Luz e Paz Profunda! Eliana Maria

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quarta-feira, julho 30, 2008

O Samurai e o Mestre Zen

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o Samurai sentiu-se repentinamente inferior.
Ele então disse ao Mestre:
- "Por que estou me sentindo inferior?

Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"
O Mestre falou:
- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei."
Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o Samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o Samurai perguntou novamente:
- "Agora o senhor pode me responder por que me sinto inferior?"
O Mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte.
Ele disse:
- "Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum.
A árvore menor jamais disse à maior: 'Por que me sinto inferior diante de você?' Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso." O Samurai então argumentou:
"Isto se dá porque elas não podem se comparar."
E o Mestre replicou:
- "Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta.
Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe.
Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.
"Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa.
É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença.
Tudo é expressão igual de vida!"

sexta-feira, julho 11, 2008

Uma pausa para a cultura: conheça Gabriel Sater!


“O silêncio é a voz do Universo; o som, a manifestação do silêncio; e a música, sua expressão definitiva”, já dizia um certo pensador que, provavelmente, encontrava-se encantado por alguma bela melodia. Então é chegada a hora de nós também pararmos por alguns instantes e ganharmos alguns momentos de encanto neste dia. Falemos de boa música instrumental ao violão: falemos de Gabriel Sater!
Nascido em São Paulo, Gabriel faz questão de que dizer que é “pantaneiro de coração”, pois é de lá que vêm suas raízes e principais influências no trabalho. Filho do violeiro sul-mato-grossense Almir Sater, Gabriel cresceu rodeado de grandes cantores e compositores, alimentando sua mente com polcas paraguaias, chamamés, guarânias, ritmos oriundos dos países fronteiriços à região centro-oeste brasileira, e nutrindo sua alma de amor pelo campo e pelo Pantanal. Gabriel não fugiu da força natural que o atraía para o mundo da música...
Com um violão nos braços, Gabriel Sater teve grande sorte ao encontrar o musicista Cristiano Kotlinski, hoje seu “grande mestre e amigo”, o qual lhe deu apoio e conhecimento para que deixasse aflorar seu talento nato a fim de colher grandes melodias das seis cordas de seu violão. Estudou, estudou e ainda estuda muito a música (“Domingo é dia de estudar...”), fato que reflete em grandes shows e crescente sucesso entre os públicos de todas as idades e etnias. Além de ter viajado muito por terras brasileiras, recentemente foi convidado pelo governo do Mato Grosso do Sul a representar este estado “tocando e encantando” platéias européias. Numa turnê por cidades como Lisboa, Milão, Barcelona e Berlim, o violonista recebeu aplausos entusiásticos, frutos de sua dedicação e lealdade às notas limpas e harmoniosas. Além disso, já atuou com grandes nomes do circuito nacional como Almir, Rodrigo e Gisele Sater, Família Espíndola, Negão dos Santos e Renata Marques (Paranga), Xangai, Ney Matogrosso, Paulinho Moska, Chico Lobo, Andreas Kisser, Chico Teixeira, Pena Branca, entre outros.
Lançado seu primeiro CD “Instrumental” em 2006, o qual conta com composições suas e de outros grandes músicos, o jovem violonista tem feito inúmeras apresentações (acompanhado pelo violonista Negão dos Santos), recebido vários prêmios e se dedicado a um novo trabalho intitulado “Essência do Amanhecer” a ser lançado ainda este ano. Nele, Gabriel inclui também sua parte vocal e a parceria com outros músicos e amigos. Reflete nas faixas tudo aquilo que ouve e lhe agrada, porém sempre dando seu toque pessoal às canções, renovando peculiarmente os estilos.
Mas não somente as polcas, os chorinhos, as valsas, as baladas ou mesmo a inovação da polka-rock (mistura de polca, guarânia e chamamé com pop, rock, reggae entre outros estilos) que fluem de seu instrumento musical levam o público ao encantamento: também o carisma, a simplicidade e a simpatia com que Gabriel Sater trata seus admiradores e amigos têm conquistado as pessoas. Obrigada, Gabriel, por todo o carinho e atenção, e muito mais sucesso na sua carreira! Que seu crescimento seja de luz e grandeza, pois você merece!
Contato:
+55 67 9912.8918
+55 67 9967.4131
*compre o CD Gabriel Sater Instrumental através deste email*
Para acompanhar a carreira e shows do Gabriel Sater leia: http://www.loiradobem.blogspot.com/

quinta-feira, julho 03, 2008

VIAGEM PELA VIDA


Se não puder ser o maquinista,
seja o passageiro mais divertido.
Procure um lugar próximo à janela,
desfrute todas as paisagens que o tempo lhe oferecer,
com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos,
nem com curvas que não lhe deixam ver os caminhos que virão.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho,
beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeje roteiros.
Preste atenção nos pontos de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite.
Desembarque nela seus sonhos.
Que a sua viagem pela vida seja de primeira classe!
Paz e luz em seu caminhar.

domingo, junho 22, 2008

TEXTO DE JOÃO UBALDO RIBEIRO

Reprodução do texto de João Ubaldo Ribeiro no Estadão deste domingo:
Pode ser que ele esteja maluco. Sei que, para os lulistas religiosos, a ressalva preliminar que vou fazer não adiantará nada. Pode ser até tida na conta de insulto ou deboche, entre as inúmeras blasfêmias que eles acham que eu cometo, sempre que exponho alguma restrição ao presidente da República. Mas tenho que fazê-la, por ser necessária, além de categoricamente sincera. Ao sugerir, como logo adiante, que ele não está regulando bem do juízo, ajo com todo o respeito. Dizer que alguém está maluco, principalmente alguém tido como sagrado, pode ser visto até como insulto, difamação ou blasfêmia mesmo. Mas não é este o caso aqui. Pelo menos não é minha intenção. É que às vezes me acomete com tal força a percepção de que ele está, como se diz na minha terra, perturbado da idéia que não posso deixar de veiculá-la. É apenas, digamos assim, uma espécie de diagnóstico leigo, a que todo mundo, especialmente pessoas de vida pública, está sujeito.Além disso, creio que não sou o único a pensar assim. É freqüente que ouça a mesma opinião, veiculada nas áreas mais diversas, por pessoas também diversas. O que mais ocorre é ter-se uma certa dúvida sobre a vinculação dele com a realidade. Muitas vezes - quase sempre até -, parece que, quando ele fala "neste país", está se referindo a outro, que só existe na cabeça dele. Há alguns dias mesmo, se não me engano e, se me engano, peço desculpas, ele insinuou ou disse claramente que o Brasil está, é ou está se tornando um paraíso. Fez também a nunca assaz lembrada observação de que nosso sistema de saúde já atingiu, ou atingirá em breve, a perfeição, até porque está ao alcance de qualquer cidadão, pela primeira vez na História deste país, ter absolutamente o mesmo tratamento médico que o presidente da República.Tal é a natureza espantosa das declarações dele que sua fama de mentiroso e cínico, corrente entre muitos concidadãos, se revela infundada e maldosa. Ele não seria nem mentiroso nem cínico, pois não é rigorosamente mentiroso quem julga estar dizendo a mais cristalina verdade, nem é cínico quem tem o que outros julgam cara-de-pau, mas só faz agir de acordo com sua boa consciência. Vamos dar-lhe o benefício da dúvida e aceitar piamente que ele acredita estar dizendo a absoluta verdade.Talvez haja sinais, como dizem ser comum entre malucos, de uma certa insegurança quanto a tal convicção, porque ele parece procurar evitar ocasiões em que ela seria desmentida. Quando houve o tristemente célebre acidente aéreo em Congonhas, a sensação que se teve foi a de que não tínhamos presidente, pois os presidentes e chefes de governo em todo o mundo, diante de catástrofes como aquela, costumam cumprir o seu dever moral e, mesmo correndo o risco de manifestações hostis, procuram pessoalmente as vítimas ou as pessoas ligadas a elas, para mostrar a solidariedade do país. Reis e rainhas fazem isso, presidentes fazem isso, primeiras-damas fazem isso, premiers fazem isso. Ele não. Talvez tenha preferido beliscar-se para ver ser não estava tendo um pesadelo. Mandou um assessor dizer umas palavrinhas de consolo e somente três dias depois se pronunciou a distância sobre o problema. O Nordeste foi flagelado por inundações trágicas, o Sul assolado por seca sem precedentes, o Rio acometido por uma epidemia de dengue, ele também não deu as caras. E recentemente, segundo li nos jornais, confidenciou a alguém que não compareceria a um evento público do qual agora esqueci, por temer receber as mesmas vaias que marcaram sua presença no Maracanã.Portanto, como disse Polônio, personagem de Shakespeare, a respeito do príncipe Hamlet, há método em sua loucura. Não é daquelas populares, em que o padecente queima dinheiro (somente o nosso, mas aí não vale) e comete outros atos que só um verdadeiro maluco cometeria. Ele construiu (enfatizo que é apenas uma hipótese, não uma afirmação, porque não sou psiquiatra e longe de mim recomendar a ele que procure um) um universo que não pode ser afetado por cutucadas impertinentes da realidade. Notícia ruim não é com ele, que já tornou célebre sua inabalável agnosia ("não sei de nada, não ouvi nada, não tive participação nenhuma") quanto a fatos negativos. Tudo de bom tem a ver com ele, nada de ruim partilha da mesma condição.Agora ele anuncia que, antes de deixar o mandato, vai registrar em cartório todas as suas realizações, para que se comprove no futuro que ele foi o maior presidente que já tivemos ou podemos esperar ter. Claro que se elegeu, não revolucionariamente, mas dentro dos limites da ordem (?) jurídica vigente, com base numa série estonteante de promessas mentirosas e bravatas de todos os tipos. Não cumpriu as promessas, virou a casaca, alisou o cabelo, beijou a mão de quem antes julgava merecedor de cadeia e hoje é o presidente favorito dos americanos, chegando mesmo, como já contou, a acordar meio aborrecido e dar um esbregue em Bush. Cadê as famosas reformas, de que ouvimos falar desde que nascemos? Cadê o partido que ia mudar nossos hábitos e práticas políticas para sempre? O que se vê é o que vemos e testemunhamos, não o que ele vê. Mas ele acredita o contrário.Acredita, inclusive, nas pesquisas que antigamente desdenhava, pois os resultados o desagradavam. Agora não, agora bota fé - e certamente tem razão - depois que comprou, de novo com o nosso dinheiro, uma massa extraordinária de votos. Não creio que ele se julgue Deus ainda, mas já deve ter como inevitável a canonização e possivelmente não se surpreenderá, se lhe contarem que, no interior do Nordeste, há imagens de São Lula Presidente e que, para seguir velha tradição, uma delas já foi vista chorando. Milagre, milagre, principalmente porque ninguém vai ver o crocodilo por trás da imagem.

quarta-feira, junho 18, 2008

DESCULPAS SINCERAS

Estudo constata que a freqüência cardíaca, a pressão arterial e a tensão facial das vítimas de ofensas diminuem somente ao imaginar seus agressores pedindo desculpas.
Deixe de ler este texto quem nunca pisou na bola com uma pessoa querida e arrastou, por algum tempo, aquele pesado sentimento chamado remorso. Para piorar, ele nunca vem sozinho. Traz consigo ansiedade, insônia, mal estar, angústia, entre outros fardos. Libertar-se dele não tem lá muito mistério. Um sincero pedido de desculpas alivia a alma, acalma o corpo e sossega o coração. Porém, nem todo mundo acha fácil pedir perdão. Para investigar mais a fundo o assunto, pesquisadores da Universidade da Califórnia desenvolveram um estudo com cem mulheres para identificar as três fases do perdão, e como a saúde é afetada em cada uma delas. A primeira etapa, que independe de idade, corresponde à menina boazinha, ou seja, as mulheres podem desculpar-se por tudo, inclusive por coisas que nem seriam necessárias. O que importa mesmo é agradar a todos. Já a etapa dois é um período de rebelião. As mulheres podem se rebelar contra a fase anterior e agora não se desculparão de modo algum. Elas parecem aborrecidas a maior parte do tempo. Por fim, a última etapa corresponde à sabedoria. Quando as mulheres superam os dois extremos, conseguem um maior equilíbrio. Quanto à saúde, as mulheres que atravessam as duas primeiras etapas tendem a experimentar mais desordens relacionadas ao estresse e à ansiedade. Por outro lado, um estudo realizado por pesquisadores da College and Virginia Commonwealth University constatou que a freqüência cardíaca, a pressão arterial, os níveis de sudorese e a tensão facial diminuíam nas vítimas de ofensas somente ao imaginar seus agressores pedindo-lhes desculpas. Que o perdão faz bem à saúde, não há como negar. Mas os ganhos vão além, garante o psicoterapeuta Geraldo Passendoro, especialista em ansiedade. Segundo ele, é muito importante saber se desculpar para manter as relações afetivas. "Todos nós erramos e acertamos. Logo, se não soubermos pedir desculpas, ou perdoar os outros, podemos prejudicar nossos relacionamentos", aponta Geraldo, que também é professor da especialização em Medicina Comportamental da Unifesp. Embora pedir desculpas pareça um gesto simples, para muitos está mais para um bicho de sete cabeças. De acordo com Geraldo, essa dificuldade pressupõe uma personalidade narcisista, em que o indivíduo não consegue enxergar o mundo pelo olhar do outro. Desta forma, a dificuldade em desculpar-se pode prejudicar a vida pessoal e profissional. "O próprio dia-a-dia pode ensinar as pessoas a ter mais flexibilidade para pedir desculpas. Mas se ela não consegue lidar com os conflitos mais corriqueiros, é importante fazer uma psicoterapia para perder o padrão inflexível", diz o especialista. O orgulho tem um aspecto peculiar. Para Geraldo, pessoas que têm dificuldade em reconhecer o próprio erro e desculpar-se geralmente valorizam excessivamente seus pontos de vista. "O orgulho tem relação com o poder e o controle. Admitir o erro, nesse caso, seria mostrar uma fragilidade que o indivíduo não quer demonstrar", completa o psicoterapeuta. Do outro lado da balança, existem aqueles que não conseguem perdoar o outro. Nesse caso, a relação não se mantém, e gera-se uma raiva que vai se prolongar, criando-se um rancor, que não é um sentimento momentâneo. Torna-se crônico. "O rancor e a mágoa fazem mal a quem os alimenta", destaca Geraldo.
- Desculpas sinceras
Pedir desculpas não é fácil. Mas, com jeito e vontade, você chega lá

Autora: Andrea Guedes

quinta-feira, junho 12, 2008

Revivendo o Amor

Não há nada melhor que amor, em todas suas formas, cores, sabores, melodias e encantamentos. Quando amamos somos mais completos,mais verdadeiros.
Ame: a vida, seu trabalho, seus amigos ou alguém em especial.
Mas nunca prive-se de sentir e deixar sua vida ser preenchida pelo amor.

Na adolescência, ele surge, manifestando-se de muitas formas. Percebe-se que ele chegou ao coração da menina, com anseios de mulher, quando ela passa a se demorar nos cuidados pessoais. O cabelo nunca está bom. Hoje ela o quer liso, depois, encaracolado, mudando a cor, alterando o corte. Ela se olha no espelho de frente, de lado, pelas costas. E nunca está bem. Batom, perfume, maquiagem. Roupa mais justa, roupa mais larga, mais curta. Uma sessão interminável de gostos, segundo a moda. E, mais de uma vez, já no portão de casa, volta correndo, para tornar a se olhar no espelho. Passa pelo pai e pergunta: Estou bonita, pai? Afinal, a opinião de um homem é importante. Quando o menino, que sente em si os ardores da masculinidade, o descobre, todos na família percebem. Porque o banho é demorado e freqüente. A roupa é escolhida com detalhes. O cabelo – ah, o cabelo – é o item mais trabalhado. Raspar bem o rosto ou deixar crescer a barba? Que indecisão! A grande pergunta é: Como as meninas gostam mais? O motivo de tudo isso chama-se amor. Algo diferente que faz bater o coração no cérebro, tremer as pernas, gaguejar, suar nas mãos. É um sentimento diferente pelo sexo oposto. Há pouco se digladiavam, considerando-se verdadeiros inimigos. Os meninos eram chatos. As meninas, umas tolas. Agora, aquele olhar, um simples olhar de um para o outro é capaz de os fazer alçar às nuvens. É belo esse período da descoberta desse doce sentimento. Não é o mesmo amor que se tem para com os pais, para com os irmãos, os avós, os amigos. É um sentimento que fomenta o desejo de estar ao lado do outro; que tem a capacidade de fazer sonhar de olhos abertos; de acreditar que tudo se realizará, no futuro próximo; que a felicidade é plena, rósea, permanente. Amor, enamorados. Gestos de carinho, olhares perdidos no vazio que, em verdade, se plenificam com a imagem do objeto do amor. Caixas de chocolate, flores, pequenos mimos. Você, que já ultrapassou a linha da adolescência; que está namorando a mesma pessoa há anos; que está casado, já é pai, avô – você recorda como eram apaixonantes aqueles dias de sonho, esperanças, castelos no ar? Talvez você diga que passou da idade, que adolescência é adolescência. Acredite: a época de amar não acaba nunca. Não importa a estação do ano. Quando se ama, há sempre flores e perfumes no coração. Por isso, neste dia dos namorados, surpreenda seu amor, mesmo que você já esteja desabituado a gestos creditados aos extremamente apaixonados. Mostre que você ainda é o galã dos sonhos dela. Convide-a para passear, para dançar, para um jantar. Saiam sozinhos. Voltem a sonhar, olhando a lua e as estrelas, que deverão estar brilhando só para vocês dois. Redescubra o amor que um dia os uniu. Ofereça flores, diga palavras de carinho, lembre como ela ainda está bonita. A madurez dos anos lhe fez tão bem! Aprume-se como um garoto saindo pela primeira vez com a namorada. E descubra que o amor jamais envelhece. Porque o amor é o sentimento mais sublime que Deus nos permite alcançar.
(Redação Momento Espírita)

domingo, junho 08, 2008

"Reinaldinha Azevedo"

Nesses dias tão corridos e agitados, onde as pessoas comuns parecem apenas
ter tempo para sobreviver; manchetes com denúncias de corrupção, desvio de
verbas, compra de "silêncio" e de vergonha na cara, entre tantas outras que
desvirtuam e entorpecem as noções de bom senso, honestidade, civilidade, patriotismo, etc...
A inocência e sinceridade da declaração de uma criança nos chama à razão.
Estou colocando no blog sem a "permissão oficial" do Tio Rei, as palavras de sua filha após assistir programa do Pt. Palavras para refletir mesmo, principalmente em ano de eleição:


'Família
Ah, não posso fazer nada: vou ter de publicar.
Terminado o horário político do PT, a Reinaldinha mais velha “invade” o escritório:
“Pai, você viu o Lula dizendo que não é para ter medo se ser petista?
É, não é para ter medo mesmo, é para ter vergonha”.


Vai longe mesmo, e quem dera leve junto muitos "adultos".

quarta-feira, junho 04, 2008

OLHOS DA VIDA


" É preciso reviver o sonho e a certeza de que tudo vai mudar.
É necessário abrir os olhos e perceber as coisas boas dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.
O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração,
pois a vida está nos olhos de quem sabe ver."

Garcia Marques

segunda-feira, junho 02, 2008

SUA PAZ INTERIOR


Lenda Japonesa

Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio.
Mesmo idoso, se dedicava a ensinar a arte zen aos jovens.
E não desmentia a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um Guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.
O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o Guerreiro retirou-se.
E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregam consigo.

*MORAL DA HISTÓRIA:*

A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir.

EU ENVELHECI !! - Reflexões...



" Um dia desses uma jovem me perguntou como eu me sentia sobre ser velha. Levei um susto, porque eu não me vejo como uma velha. Ao notar minha reação, a garota ficou embaraçada, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito e depois voltaria a falar com ela.
Pensei e concluí: a velhice é um presente. Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser. Oh, não meu corpo! Fico incrédula muitas vezes ao me examinar, ver as rugas, a flacidez da pele, os pneus rodeando o meu abdome, através das grossas lentes dos meus óculos, o traseiro rotundo e os seios já caídos. E constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho (e que se parece demais com minha mãe), mas não sofro muito com isso.
Não trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família por menos cabelo branco , uma barriga mais lisa ou um bumbum mais durinho. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais condescendente comigo mesma, menos crítica das minhas atitudes. Tornei-me amiga de mim mesma. Não fico me censurando se quero comer um bolinho-de-chuva a mais, ou se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um anãozinho de cimento que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu jardim. Conquistei o direito de matar minhas vontades, de ser bagunceira, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar paciência no computador até às 4 da manhã e depois só acordar ao meio-dia?
Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos das décadas de 50, 60, 70 e se, de repente, chorar lembrando de alguma paixão daquela época, posso chorar mesmo!
Andarei pela praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulharei nas ondas e darei pulinhos se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles, também, se conseguirem, envelhecerão.
Sei que ando esquecendo muita coisa, o que é bom para se poder perdoar. Mas, pensando bem, há muitos fatos na vida que merecem ser esquecidos. E das coisas importantes, eu me recordo freqüentemente.
Certo, ao longo dos anos meu coração sofreu muito. Como não sofrer se você perde um grande amor, ou quando uma criança sofre, ou quando um animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão a força, a compreensão e nos ensinam a compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser forte, apesar de imperfeito.
Sou abençoada por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los a meu bel prazer, e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados. Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo. E ligar menos para o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Conquistei o direito de estar errada e não ter que dar explicações . Assim, respondendo à pergunta daquela jovem graciosa, posso afirmar: "Eu gosto de ser velha". Libertei-me! Gosto da pessoa que me tornei. Não vou viver para sempre, mas enquanto estiver por aqui, não desperdiçarei meu tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupando com o que virá. E comerei sobremesa todos os dias e repetirei, se assim me aprouver... E penso que nunca me sentirei só. Sou receptiva e carinhosa, e se amizades antigas teimam em partir antes de mim, outras novas, assim como você, vêm a mim buscar o que terei sempre para dar enquanto viver: experiência e muito amor ..."

( Autora desconhecida)

sexta-feira, maio 23, 2008

DEUS ESTÁ ENGAIOLADO


Tenho a impressão de já haver dito.
Não tem importância. Direi de novo.
A vida não é feita com novidades.
É feita com repetições. Como na música.
Há aquele tema, refrão que se repete, se repete, se repete - e a gente quer sempre ouvir de novo.
É sobre religião. Já me perguntaram por que escrevo tanto sobre religião. Há duas razões.
Primeiro, porque a alma humana me fascina. Ela é um cenário fantástico, com abismos escuros cobertos de neblina, cavernas infernais onde habitam demônios, ao lado de picos altíssimos contra o céu azul, onde crescem flores coloridas e pássaros cantam nas árvores cheias de frutos. Paraíso e inferno num mesmo corpo... Esses cenários fantásticos pertencem ao mundo da religião. E como minha vocação é a de andarilho, eu gosto de caminhar pelas trilhas da alma.

A outra razão é que tenho também a vocação de conversador. Gosto de conversar com as pessoas simples, sem diploma. De preferência na cozinha. Conversar é jogar peteca com palavras. Acontece que as pessoas comuns jogam muito essa peteca chamada religião. Aí eu entro no jogo... Se eu quiser me comunicar com os russos será inútil que eu lhes leia um poema em português. Minhas palavras lhes serão, para usar a imagem do apóstolo Paulo, "como o bronze que soa ou o címbalo que tine" - sons sem sentido.Para conversar é preciso falar a linguagem daquele com quem converso. Isso tem a ver com minha vocação de educador e comunicador. Eu quero entender as pessoas. Eu quero que elas me entendam. Gosto de falar a linguagem da religião por ser esse um jogo de petecas que jogo bem, modéstia à parte...Então, se já disse: repito. Há dois tipos de religião. Um deles é a religião que oferece fórmulas para manipular o sagrado. Manipular o sagrado! Esse é o mais antigo e o mais profundo sonho da alma humana. Atrelar os deuses aos nossos arados! Engaiolar o Pássaro Encantado e levá-lo por onde eu for! Engarrafar o Vento! Por sela e freio em Pégasso, o cavalo voador, e cavalgá-lo! O homem que fizesse isso já não seria homem! Seria um deus... E como a Serpente, aquela do Paraíso, psicóloga conhecedora dos desejos do coração humano, sabia desse desejo, foi bem nesse lugar ela tentou: "... e sereis como os deuses!"Poder é bom. Sem poder a gente morre. Saúde é poder. A doença, ao contrário, é um declínio de poder. Fraqueza. Fraqueza e morte andam próximas. Já imaginaram a euforia do homem quando ele conseguiu domar o fogo? Que extraordinários poderes novos o fogo lhe deu! A luz, na noite escura; o calor, na noite fria; o fogão e a culinária; o poder para derreter os metais, na fundição; o poder para endurecer o barro, na cerâmica... Sem o fogo não haveria civilização.Se a tecnologia nos dá poderes extraordinários, que poderes muito mais extraordinários nos serão dados se conseguirmos manipular o sagrado para os nossos propósitos, da mesma forma como manipulamos o fogo! Pois Deus não é fogo? Afinal de contas os deuses são onipotentes, podem todas as coisas! E é isso que esse tipo de religião promete: atrelar os deuses aos nossos desejos, para que eles façam a nossa vontade. A oração do Pai Nosso dessa religião é meio diferente, embora ninguém reconheça. Ela reza: "Seja feita a minha vontade..." Pois, não é para isso que os deuses existem? Para fazer a nossa vontade? De que me valeria um deus que não faz o que desejo? Não seria melhor procurar um outro? Não é por isso que as pessoas trocam de religião?Bem dizia Dostoiévski que o que os homens desejam não é Deus, é o milagre. Milagre é quando o meu desejo se realiza! A jovem linda dá o seu carinho a um homem repulsivo. Por amor? Não. Ela o beija porque ele é rico e pode fazer as suas vontades. Não é o seu amor que ela busca. Ela busca o seu dinheiro. Assim os homens buscam a Deus não por amá-lo mas pelo milagre que ele pode operar.A prostituição acontece também no mundo das religiões. Do jeito preciso como aconteceu com o homem que achou a lâmpada mágica onde mora um gênio. É só esfregar a lâmpada para que ele apareça e pergunte: "Mestre, qual é o teu desejo para que eu o realize?" Na estória do gênio o truque é simples: basta esfregar a garrafa. Nessas religiões o "esfregar da garrafa" assume uma variedade de formas diferentes, dependendo da barraca, na feira das religiões, em que se vendem e se compram as arapucas para se prender o sagrado: fórmulas mágicas, gestos, rezas, amuletos, livros santos (dizem que são poderosos como proteção para os relâmpagos, em dias de tempestade), colares (pendurados nos carros evitam acidentes), promessas (os deuses vendem os seus serviços por favores), peregrinações a lugares santos (pois lá o poder do sagrado está mais próximo), exorcismos, copos de água à frente dos aparelhos de TV, além dos despachantes sagrados de vários tipos, sendo que um deles promete rapidez, milagres para o dia de hoje.Alega-se, inclusive, que um adesivo num carro, dizendo ser ele propriedade exclusiva de Jesus, afugenta os ladrões. Um ladrão religioso jamais se arriscaria a roubar um carro de Jesus. O castigo seria certo ... Boas relações com Deus são garantias de sucesso. Só é pobre quem quer. Coitados dos profetas! Certamente não tinham boas relações com Deus. Não tiveram sucesso. Não souberam manipular o sagrado para que ele realizasse os seus desejos!Esse tipo de religião é o que é mais procurado porque o que mais desejamos é a realização dos nossos desejos - mesmo que sejam desejos tolos, embora nunca reconheçamos que nossos desejos podem ser tolos.... O seu nome próprio seria magia. Porque magia são as técnicas de que se lança mão para manipular o sagrado para a realização dos nossos desejos.Os profetas do Antigo Testamento o chamavam de idolatria. O idólatra é a pessoa que pensa que o sagrado está preso num objeto, qualquer objeto, um santinho, um templo, uma relíquia, um livro, uma fórmula, uma comida, uma bebida, um rito. Estando preso, o sagrado está sob o seu controle: Deus está engaiolado. É possível levá-lo para onde quero. Posso usá-lo para fazer a minha vontade.

Mas um Deus engaiolado deixou de ser um Deus!

Trecho da Crônica de Rubem Alves "Receita para Milagre"www.rubemalves.com.br

sexta-feira, abril 04, 2008

E SE A VIDA FOSSE UMA ESTRADA?

Cada um de nós caminha pela vida como
se fosse um viajante que percorre uma estrada.
Há os que passam pouco tempo caminhando e os que ficam por longos anos.
Há os que vêem margens floridas e os que somente enxergam paisagens desertas.
Há os que pisam em macia grama e os que ferem os pés em pedras pontudas e espinhos.
Há os que viajam em companhias amigas, assinaladas por risos e alegria.
E há os que caminham com gente indiferente, egoísta e má.
Há os que caminham sozinhos – inclusive crianças - e os que vão em grandes grupos.
Há os que viajam com pai e mãe. E os que estão apenas com os irmãos.
Há quem tenha por companhia marido ou esposa.Muitos levam filhos.
Outros carregam sobrinhos, primos, tios. Alguns andam apenas com os amigos.
Há quem caminhe com os olhos cheios de lágrimas e há os que se vão sorridentes.
Mas, mesmo os que riem, mais adiante poderão chorar.
Nessa estrada, nunca se conheceu alguém que a percorresse inteira sem derramar uma lágrima.
Pela estrada dessa nossa vida, muitos caminham com seus próprios pés.
Outros são carregados por empregados ou parentes.
Alguns vão em carros de luxo, outros em veículos bem simples.
E há os que viajam de bicicleta ou a pé.Há gente branca, negra, amarela.
Mas se olharmos a estrada bem do alto, veremos que não dá para distinguir ninguém:
Todos são iguais.
Há gente magra e gente gorda.
Os magros podem ser assim por elegância e dieta ou porque não têm o que comer.
Alguns trazem bolsas cheias de comida. Outros levam pedacinhos de pão amanhecido.
Muitos gostam de repartir o que têm. Outros dão apenas o que lhes sobra.
Mas muita gente da estrada nem olha para os viajantes famintos.
Há pessoas que percorrem a estrada sempre vestidas de seda e cobertas de jóias.
Outros vestem farrapos e seguem descalços.
Há crianças, velhos, jovens e casais, mas quase todos olham para lugares diferentes.
Uns olham para o próprio umbigo, outros contemplam as estrelas,
alguns gostam de espiar os vizinhos para fofocar depois.
Uma boa parte conta o dinheiro que leva e há os que sonham que um dia todos da
estrada serão como irmãos.
Entre os sonhadores há os que se dedicam a dar água e pão, abrigo e remédio aos viajantes que precisam.
Há pessoas cultas na estrada e há gente muito tola.
Alguns sabem dizer coisas difíceis e outros nem sabem falar direito.
Em geral, os sabichões não gostam muito da companhia dos analfabetos.
O que é certo mesmo é que quase ninguém na estrada está satisfeito.
A maioria dos viajantes acha que o vizinho é mais bonito ou viaja de forma bem mais confortável.
É que na longa estrada da vida, esquecemos que a estrada terá fim.
E, quando ela acabar, o que teremos?
Carregaremos, sim, a experiência aprendida durante o tempo de estrada
e estaremos muito mais sábios, porque todas as outras pessoas que vimos no caminho nos ensinaram algo.
A estrada de nossa existência pode ser bela, simples, rica, tortuosa.
Seja como for, ela é o melhor caminho para o nosso aprendizado.
Deus nos ofereceu essa estrada porque nela se encontram as pessoas e situações
mais adequadas para nós.Assim, siga pela estrada ensolarada.
Procure ver mais flores.
Valorize os companheiros de jornada, reparta as provisões com quem tem fome.
E, sobretudo, não deixe de caminhar feliz, com o coração em festa,
agradecido a Deus por ter lhe dado a chance de percorrer esse caminho de sabedoria.


Redação do Momento Espíritawww.momento.com.br

segunda-feira, janeiro 14, 2008

É Dificil Definir AMIGO


"Que a nossa mensagem seja a nossa própria vida."
Mahatma Gandhi

É Difícil Definir "Amigo"
Amigo é quem lhe dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que lhe faz falta. Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. É quem tentou e fez, e não é egoísta para não querer compartilhar o que aprendeu. É aquele que ajuda e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer já o realimenta e satisfaz. Amigo é quem entende seu sentimento porque já sentiu, ou um dia vai sentir, o mesmo que você. Um amigo é compreensão para o seu cansaço e complemento para as suas reticências. É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir de vez em quando, sua sede de inovar sempre. É ao mesmo tempo espelho que o reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas. O amigo se compadece pelos seus erros, e vibra com o seu sucesso. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais o seu sorriso. Amigo é aquele que toca suas feridas com mãos de veludo; acompanha suas vitórias com euforia e faz piada para amenizar seus problemas. Amigo é aquele que sente medo, dor, náusea, cólica, e chora, como você. E, se pudesse, sofreria no seu lugar. Um amigo sabe que viver é ter história para contar. É quem sorri para você sem motivo aparente, sofre com seu sofrimento, e é o padrinho natural dos seus filhos. É aquele que encontra para você aquilo que nem você sabia que buscava. Amigo é quem lhe envia cartas, esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que lhe ouve ao telefone mesmo quando a ligação parece caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se estivesse olhando em seus olhos. Amigo é aquele que entende o que seus olhos dizem, sem precisar de palavras. É aquele que adivinha seus desejos, seus disfarces, suas alegrias, e percebe seus medos. Amigo é quem aguarda pacientemente que surja aquele brilho no seu olhar e se entusiasma quando o vê surgir. É quem tem sempre uma palavra sob medida quando seus olhos se cobrem de lágrimas. E é também aquele que sabe quando você está lutando para sufocá-las na garganta. Amigo é como lua nova, é como a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores, que cabem todas na sua íris. Amigo é verdade e razão, sonho e sentimento... Amigo é aquele que lhe diz: "eu amo você" sem qualquer medo de má interpretação. Enfim, amigo é quem ama você e ponto final. ........................... As doações de amizade pura enriquecem os companheiros de jornada. Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada das pessoas que se estimam. Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. Por tudo isso, estendamos os benditos recursos da amizade real onde a discórdia tenta espalhar o escuro domínio que lhe é próprio.

(M.Batalha)

A NECESSIDADE DO TRABALHO

Tudo no Universo é dinamismo e labor.
Os mundos giram incessantemente pelo espaço infinito, em grandiosas jornadas.
As estações do ano mantêm a Terra em processo de constante e viva metamorfose.
As espécies animais e vegetais estão em contínuo aprimoramento.
A organização e o progresso surgem das alterações incessantes.
No âmbito dos seres irracionais, o aprimoramento ocorre de forma automática.
Os imperativos da natureza fazem com que apenas os espécimes mais hábeis e adaptáveis
vivam o bastante para assegurar sua reprodução.
Desse modo, a melhor herança genética é transmitida aos futuros seres.
Na faixa da Humanidade, o processo evolutivo é mais sofisticado.
O homem não é guiado apenas pelo instinto de forma automática.
Ele dispõe da razão para orientá-lo.
E sua evolução não possui como aspecto primordial as alterações do organismo físico.
Embora vinculado a um corpo, o homem possui de mais importante a sua natureza espiritual.
Malgrado os corpos se sucedam ao longo das reencarnações, o Espírito que os anima mantém
suas conquistas.
As experiências na Terra visam ao burilamento intelecto-moral.
As fadigas necessárias à manutenção da vida física têm por objeto viabilizar essa evolução.
O homem possui muito forte o instinto de conservação da vida.
Para preservá-la, ele se afadiga em inúmeras tarefas.
Essas tarefas, desenvolvidas com a finalidade de obter bem-estar e segurança, fazem-no
superar-se a cada dia.
No ambiente profissional, a gentileza é imperativa.
Ninguém pode se dar ao luxo de espantar clientes e maltratar colegas e superiores.
Também é necessário ser pontual, vestir-se adequadamente, falar com correção.
A concorrência torna necessário o contínuo aperfeiçoamento dos próprios talentos e habilidades.
Vagarosamente a criatura desenvolve disciplina, tolerância, amor ao estudo e bons modos.
Caso não necessitasse trabalhar a fim de manter-se, o homem permaneceria um bruto.
Tudo se encadeia com perfeição nos planos divinos.
A Humanidade é uma fase, após a qual vem a Angelitude.
No concerto cósmico, não há favores ou privilégios.
Cada qual é responsável por seu destino e pelos caminhos que trilha.
Mas para sempre, e em qualquer condição, haverá trabalho para ser feito.
Os próprios anjos laboram na manutenção da ordem cósmica.
Trabalhar não é um castigo, conforme o vagabundo o qualifica.
Ócio e estagnação são sinais de doença e de morte.
Valorize suas tarefas.
Realize-as com amor, mesmo por entre dificuldades.
Se você se sente bem apenas no final de semana, esforce-se por mudar esse modo doentio de
perceber o mundo. O seu trabalho corresponde a uma genuína bênção em seu favor.
Se ele lhe exige paciência, renúncias e esforços, não se rebele.
São exatamente as suas áreas de dificuldade que estão sendo trabalhadas.
Enquanto você não enfrentar e superar suas deficiências evolutivas, elas continuarão presentes
em sua vida. Após vencê-las, você estará pronto para experiências mais sublimes.

Pense nisso.
Redação do Momento Espírita

sexta-feira, outubro 19, 2007

A FORÇA INTERIOR

Conta certa lenda que estavam
duas crianças patinando em um lugar congelado.
Era tarde nublada e fria, e as crianças brincavam sem preocupação.
De repente, o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água.
A outra, vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo,
pegou uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças,
conseguindo quebrar o gelo e salvar seu amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido,
perguntaram ao menino: - Como você conseguiu fazer isso?
É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e com suas mãos tão pequenas! Neste instante, apareceu um ancião e disse: - Eu sei como ele conseguiu!
Todos perguntaram: - Como?
O ancião respondeu:

- Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que não seria capaz...

META: a gente busca. (luta, conquista, se esforça e alcança)
CAMINHO: a gente acha. (e segue em frente)
DESAFIO: a gente enfrenta. (e dá a volta por cima!)
VIDA: a gente inventa. (e se vira nos 30)
SAUDADE: a gente mata. (porque de amor e de saudade há de se viver)
SONHO: a gente realiza. (que demore a eternidade, mas a gente vai e faz e acontece)
AMIGOS FIÉIS: a gente conquista. (conquiste os seus)

Pense Nisso!

segunda-feira, outubro 08, 2007

AMIGOS

Queridos Amigos,
Muitas vezes não temos palavras, ou melhor, as palavras certas, quando queremos agradecer
e dizer o quanto são importantes. Assim, ouso apossar-me dos versos do "Poetinha", para traduzir o que me vai no coração nesse dia, e bendizer Papai do Céu, pela oportunidade de
partilharmos esse sentimento: A Amizade.
Eliana Maria

AMIGOS
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ..
Alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação
de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhecê-os!
Vinicius de Moraes

domingo, outubro 07, 2007

PROVOCAÇÃO

Imagine...
Pense em todas as coisas por que você luta hoje, você está vivo e cheio de energia.
Você é inteligente, eficiente e capaz de conquistar qualquer coisa em que você se empenhar.
Você está vivendo num mundo cheio de oportunidades, num tempo em que os conhecimentos estão se expandindo mais rápido do que nunca.
As inovações tornam a vida mais interessante a cada dia.
Você está cheio de entusiasmo e propósito.
Você tem todo arsenal de experiência e perspectiva únicas que permitem a você criar o valor em um grande número de situações.
Você pode fazer as coisas acontecerem.
Você pode ter pensamentos grandiosos.
Você pode amar e cuidar. Você pode inovar. Você pode resolver problemas.
Você pode compreender.
O mundo de oportunidades está hoje aos seus pés, esperando que você entre nele com a confiança e faça a diferença. Está esperando o quê?

(Autor Desconhecido)

terça-feira, setembro 04, 2007

Fazer o que se gosta x Gostar do que se faz

É novamente época de preparação para o vestibular.
Cursinhos, aulas extras, muita leitura e centenas de cabeças
cheias de interrogações... O que eu faço?
Stephen Kanitz, nos dá (aos profissionais e futuros...) um show de bom senso:


Fazer o que se gosta x Gostar do que se faz
Stephen Kanitz, formado em Administração de Empresas por Haward e articulista da VEJA.
A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente.
Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando "fazer o que se gosta",
um conselho confuso e equivocado. Nenhuma empresa paga profissional para fazer o que os funcionários gostam, que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia. Justamente, paga-se um salário para compensar o fato de que o trabalho é essencialmente chato.
Mesmo que você ache que gosta de algo no início de uma carreira, continuar a gostar da mesma coisa 25 anos depois não é tão fácil assim.
Os gostos mudam, e aí você muda de profissão em profissão?
As coisas que eu realmente gosto de fazer, eu faço de graça, como organizar o Prêmio Bem Eficiente; ou faço quase de graça, como escrever artigos para a imprensa.
Eu duvido que os jogadores profissionais de futebol adorem acordar às 6 horas todo dia para treinar, faça sol, faça chuva. No fim de semana eles jogam bilhar, não o futebol que tanto dizem adorar.
O "ócio criativo", o sonho brasileiro de receber um salário para "fazer o que se gosta", somente é alcançado por alguns professores de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral. Nós, a grande maioria dos mortais, teremos que trabalhar em algo que não necessariamente gostamos, mas que precisará ser feito. Algo que a sociedade demanda.
Toda semana recebo jovens que querem trabalhar na minha consultoria num projeto social. "Quero ajudar os outros, não quero participar deste capitalismo selvagem".
Nestes casos, peço para deixarem comigo seus sapatos e suas meias, e voltarem a conversar comigo em uma semana. Normalmente nunca voltam, não demora mais do que 30 minutos para a ficha cair. É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros.
O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem "fazer o que gostam?"
Quem irá retirar o lixo, que pediatra e obstetra atenderá você às 2 da madrugada?
Vocês acham que médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos porque gostam? Felizmente para nós, os médicos, empresas, hospitais e entidades beneficentes que realmente ajudam os outros, estão aí para fazer o que precisa ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que precisa ser feito, do que os egoístas que só querem "fazer o que gostam".
Teremos então que trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressora?
A saída é aprender a gostar do que você faz, em vez de gastar anos a fio mudando de profissão até achar o que você gosta.
E isto é mais fácil do que você pensa. Basta fazer o seu trabalho com esmero, um trabalho super bem feito.
Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.
Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão fazer seu trabalho com distinção e que o colocarão à frente dos demais.
Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas.
Sou até criticado por isto, demoro demais, vivo brigando com quem é medíocre, reescrevo estes artigos umas 40 vezes para o desespero dos editores, sou super exigente, comigo e com os outros.
Hoje, percebo que foi este perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.
Se você não gosta do seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor na sua área, destaque-se pela sua precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado e outras portas se abrirão.
Você vai começar a gostar do que faz, vai começar até a ser criativo, inventando coisa nova, e isto é um raro prazer.
Faça o seu trabalho mal feito e você estará odiando o que faz, a sua empresa, o seu patrão, os seus colegas, o seu país e a si mesmo.
Esta é na minha opinião, o problema número 1 do Brasil.
Fazemos tudo mal feito, fazemos o mínimo necessário, simplesmente porque não aprendemos a gostar do que temos de fazer e não realizamos tudo bem feito, com qualidade e precisão.

quarta-feira, agosto 08, 2007

UM EXEMPLO PARA IMITAR



Aconteceu num estádio.
O público comparecera para assistir disputado jogo da temporada.
Nada menos que vinte mil pessoas aguardavam.
Uma menina, de apenas 13 anos, ganhara como prêmio, a honra de cantar o Hino Nacional do País, os Estados Unidos, na abertura do grande evento.
De vestido longo, cabelo arrumado e um belo sorriso nos lábios, ela toma do microfone e inicia a execução. Afinadíssima, sua voz se projeta, emocionada, pelo imenso estádio.
Então, o braço treme, ela engasga, esquece a letra.
A câmara televisiva a mostra em close, os olhos marejados de lágrimas,
aguardando ansiosamente alguém próximo que a ajude.
Ela se vê absolutamente só. Treze anos. Uma menina. Sozinha, ali, no meio.
O público ameaça uma vaia. E ninguém toma a iniciativa de ir até lá para ajudar.
Todos ao seu redor a observam, parados.
De repente, um homem se destaca e caminha ao seu encontro.

É Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers.
Postando-se ao lado de Natalie Gilbert, a jovenzinha assustada, ele a abraça.
Ela intenta esconder o rosto em seu peito. Mas o homem alto, encorpado,
começa a cantar, incentivando-a a que faça o mesmo.
Ela vacila, mas ele continua, entusiasmando-a.

E, depois, com gestos, incentiva o povo a que cante junto.
E, o público, compenetrado agora, percebendo a grande lição de solidariedade do técnico, canta.
Logo mais, o estádio inteiro forma um único coro, emocionado e vibrante.
E Natalie Gilbert conclui o Hino. Olha para o seu salvador e diz:

"Muito obrigada".
Um homem, um gesto fez a grande diferença.
Aquela menina poderia sair dali traumatizada, acreditando-se a última das criaturas,
por ter falhado em hora tão importante.
Mas a alma solidária de Mo Cheeks não somente a auxiliou,
tanto quanto deu uma lição a vinte mil espectadores. Uma lição de solidariedade.
Uma lição da atitude de um verdadeiro líder, de quem se importa com o outro.
Demonstrou que, quando alguém está em dificuldades, quem estiver mais
próximo, tem o dever de ajudar. Ensinou a utilizar a empatia.
Será que todas aquelas pessoas ali reunidas não pensaram, por um minuto
sequer, que poderia ter acontecido com eles, se estivessem no lugar dela?
Será que tantos pais e mães ali presentes não pensaram que poderia ser a sua
filha a ter aquele esquecimento?
Naquele dia, Natalie Gilbert realizou o que se propôs.
E Mo Cheeks demonstrou a diferença que faz um ser humano no Mundo.
* * *
Todos nós, onde quer que nos encontremos, podemos e devemos fazer a diferença.
Quando todos observam alguém que perde o equilíbrio, ou tropeça e cai,
podemos ser aquele que estende os braços para amparar.
Ante alguém que derruba pacotes em plena rua, podemos ser a mão que auxilia.
Oferecer-se para trocar um pneu, providenciar algumas compras,



atender uma criança por alguns momentos.
Quem de nós, onde esteja, não pode fazer algo simples, mas muito especial?
Algo que expresse que o ser humano é um ser de extraordinário potencial de
amor, que é acionado ao mais discreto movimento da necessidade alheia.
Pense nisso e, seja você, onde estiver, a criatura especial que faz a grande
diferença no Mundo.
Um exemplo para imitar. Um líder para seguir.

(Redação do Momento Espírita, com base em fato real)

segunda-feira, agosto 06, 2007

O Povo Unido...


"Os pequenos atos que se executam,
são melhores que todos aqueles grandes,
que se planejam."

(George C. Marshall)

sexta-feira, julho 27, 2007

http://www.queromaisbrasil.com.br

Quer o Brasil de volta? Participe!!!

http://www.queromaisbrasil.com.br/




PAIS E FILHOS

Peço permissão ao querido "Querido Tio Rei" para mais esse post.
Nunca é demais ressaltar nossos deveres e obrigações de pais.
Sempre que a ocasião surgir, divulgar e lembrar a todos que o futuro
é uma promessa e uma consequência do que fazemos hoje.
Eliana Maria

PAIS E FILHOS
Pois é. Trata-se de uma luta.
Tenho de disputar a Internet com um exército de adolescentes cheios do que dizer. Tudo porque, já disse, a incompetência é o pior dos reacionarismos.
A rede sem fio deveria estar funcionando, e eu, indivíduo e dono de mim mesmo, deveria estar com o meu laptop. Mas tudo era menos verdade.
A rede não funciona. E os infantes, de ambos os sexos, têm muito o que dizer no MSN, no Orkut, sei lá onde. Uma da manhã. Estão todos à minha volta dizendo tolices. Deveriam estar na cama. O laxismo moderno vai formar uma geração de incapazes. O que fazem garotos e garotas de 12, 13, 14 anos acordados a essa hora, com acesso à rede mundial, sem qualquer forma de controle?
É evidente que impor limites não é tarefa do estado, mas dos pais.
Os pais, no entanto, abriram mão de educar seus filhos.
É por isso que burocratas medíocres, como o tal José Eduardo Romão, aquele do Chicabom, se assanham a ser a consciència das famílias – ao menos era esse o seu pretexto para tentar impor a censura prévia.
É claro que era mentira.
Bem, mas onde estão os pais? Eu lhes respondo. Educar é uma tarefa chata.
Uma parte opta pela vocação missionária, aquela chatice paulo-freiriana. Segundo esses imbecis, educar é usar o universo do "educando", transformando-o num saber.
Outros preferem abrir mão da tarefa, responsabilizando a cultura, a segunda natureza, por tudo o que acontece com as crianças. É o caso dos pais daqui. É o caso da classe média.
São famílias destruídas pela vulgarização da psicologia e da psicanálise.
Para estes, dizer um “vai dormir porque eu estou mandando” é uma violência terrível.
MSN, Orkut, Internet e afins são males em si? Precisamos de Romão Chicabom?
Estou provando justamente o contrário.
É claro que minhas filhas já estão dormindo. Se serão pessoas melhores do que estes aqui do lado, falando com outros que também estão fora do controle, bem..., isso eu não sei.
O que sei é que estou fazendo a minha parte. Há coisas que cabem a mim decidir, limitar, proibir.
E delas espero que se sintam um tanto contrariadas. Eu ofereço o padrão; elas entram com o desejo e a tentativa de transgressão. Não haverá uma só ultrapassagem da linha que será feita com a minha anuência, embora eu saiba que ultrapassá-la é parte do processo. O que elas precisam é da liberdade para me contar suas agruras.
Precisam é da certeza de que o meu amor incondicional não implica endosso incondicional a seus atos.Crianças precisam ouvir “não”. Trata-se de uma exigência da formação da personalidade.
Mas os pais modernos têm um medo pânico de cumprir a sua função.
Ontem, no café da manhã, vi um rapazola destratar o pai. Não falava alto.
Estava na mesa ao lado da minha. Por isso ouvi tudo. O garoto se referia ao antigo chefe da família como um idiota, um cretino que estava ali para atrapalhar. Nada havia do necessário assassinato psicanalítico do pai. Era pura depredação da autoridade.
O menino estava pronto para sair espancando mulheres em ponto de ônibus. O pai se calou.
Minhas filhas acompanharam a cena. Ficamos todos um tanto envergonhados. Uma delas, quase instintivamente, levantou e me abraçou discretamente. Parecia querer me proteger daquilo.
Senti-me contrangido.
Aquele pai se constrangeu? Sei lá. Acho que ele também já havia perdido a noção do certo e do errado. E, quando isso acontece, tudo é permtido.
Logo, vejam só: a Internet é um bem. O mal está na destruição da autoridade paterna.
Leiam como quiserem o que vai a seguir porque não vou explicar muito:
- mãe foi feita para perdoar e compreender. Como Nossa Senhora, como a Maria dos católicos, como a Compadecida.
O pai foi feito para reprimir, de sorte que seu abraço e perdão, mais duro e tardio, representam a reconciliação com o mundo desde o fim. Ignoro tragédia maior para a formação da psique do que um pai liberal, “bacana”, para o qual toda experiência é válida. Não é. Isso é mentira.
Infelizmente, a banalização da psicologia fez isso com as nossas crianças.
Muitas delas perderam completamente a referência. É disso que se ressentem os professores nas escolas, tanto as públicas como as particulares.
Tenho cá pra mim, constatação decorrente da simples observação da realidade, que as mães continuam a exercer o seu papel de Compadecida.
Perdidos mesmo, deslocados na realidade, privados e expropriados de sua função, estão os pais.
O feminismo não sabe o mal que fez e que tem feito à civilização.
Os homens, de certo modo, se tornam maricas e fazem filhos não menos.
Não. Isso não quer dizer que sejam crianças suaves, efeminadas. Muito pelo contrário. Sem a clareza do mundo das interdições, tornam-se especialmente violentas.
Pronto. O mundo da pedagorréia pode se preparar para me atacar na linha: “Quem você pensa que é para pontificar sobre educação?” A pergunta procede. Não sou nada. Apenas um entusiasta da palavra “decoro”. E certas coisas são indecorosas.
Ponto. Isso nada tem a ver com moralismo.
Apenas reivindico o antigo mundo da adequação.
E deixo uma sugestão: “Não tenham receio de dizer ‘Não’ a suas crianças. Ele pode ser tão educativo quanto o ‘Sim’. Quase sempre, educa mais. A origem da palavra “educar” é “conduzir”.
Quem conduz também reprime.
Por que essa gente não vai dormir? Porque seus pais estão com preguiça. A preguiça da paternidade. Sim! Às vezes, temo um futuro bárbaro. Contra o meu incorrigível otimismo. Vamos agora às outras formas de política.
( Reinaldo Azevedo - Jornalista )

quinta-feira, julho 19, 2007

A pedido do Tio Rei...


E Lula queria que nós, os paulistas, fôssemos gratos a ele por Congonhas...
Aqui, há dois vídeos em que o Aeroporto de Congonhas é tema do debate entre Lula e Geraldo Alckmin, nas eleições do ano passado.
No vídeo ( link abaixo) , em debate na TV Bandeirantes, o Apedeuta diz que o candidato tucano deveria ser grato pela reforma feita no Aeroporto de Congonhas. Reparem na arrogância.
Se você clicar aqui, terá acesso a um outro, este do debate na TV Record, em que se fala do superfaturamento de R$ 100 milhões havido na reforma de Congonhas.
Com o apreço de sempre pela verdade, Lula diz que as obras ainda nem tinham sido pagas. Tinham. Tanto é que ele afirma que seria preciso aguardar parecer do TCU. O tribunal só dá parecer depois de efetivado o pagamento.
Ah claro: também o resultado da apuração do TCU veio à luz. E apontou... superfaturamento!!!As emissoras de TV deveriam liberar a imagem de Lula apenas depois das 23h.
Para, como quer o Romãozinho da censura, “proteger as nossas crianças”.
Lula é impróprio para consumo humano. Que ao menos se preservem os menores de 18 anos.
Reproduzam este post, passem adiante.
Eles têm a Al Qaeda eletrônica. Temos a rede dos homens livres
( Reinaldo Azevedo )



terça-feira, julho 10, 2007

COMPROMISSO COM A CONSCIÊNCIA


Você certamente já leu ou ouviu, algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo? No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres: “Foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa”,
“Foi extraviada grande porção de otimismo.Quem a encontrar favor devolver no endereço citado”.
Ou então,
“Incêndio consumiu toda a fidelidade de fulano” ou “Naufragou a honestidade de beltrano.” Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.
Todavia, isso acontece diariamente quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem.
No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes. Quem verdadeiramente conquista uma virtude, jamais a perde.
Contou-nos um amigo, jovem advogado que labora num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala, tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe:
- “Quero que você arquive estes processos.”
O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, e o diretor respondeu simplesmente:
-“Porque os acusados são meus amigos e me pediram esse favor”.
O moço, que tinha compromisso sério com a própria consciência, fez com que os processos seguissem seu curso, sem interferir. Tempos depois, os acusados tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma. Quando questionado por seu superior sobre o ocorrido, o advogado argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos, não era suficiente para isentá-los da responsabilidade de seus atos.
Se o jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrado em sua ficha espiritual a seguinte anotação: “Este Espírito sofreu, em tal data, um assalto da corrupção e da prepotência e teve seus bens mais preciosos, que são a fidelidade e a honestidade, roubados.”
Felizmente isso não aconteceu. ...............
Toda vez que permitimos que nosso patrimônio ético-moral seja comprado ou roubado, ficamos mais pobres espiritualmente. Quando aplaudimos a corrupção e a ganância dos outros, somos coniventes com essas misérias morais, e empobrecemos.
Pense nisso, e considere que vale a pena preservar esse bem tão valioso que é o seu patrimônio moral.
(www.momento.com.br, com base em fato real)

segunda-feira, junho 25, 2007

INFÂNCIA E SABEDORIA


"A maior parte do que eu realmente precisava saber sobre viver e o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim da infância.
Na verdade, a sabedoria não está lá no alto morro da faculdade, mas sim bem ali, na caixa de areia da escolinha.

As coisas que aprendi foram estas:

Reparta as coisas, jogue limpo, não bata nos outros, ponha as coisas de volta onde as encontrou, limpe a bagunça que você fez, não pegue coisas que não são suas, diga que você sente muito quando machucou alguém, lave as mãos antes de comer, puxe a descarga, biscoitos e leite quentinho fazem bem.


Viva uma vida equilibrada:

aprenda um pouco, pense um pouco, desenhe e pinte e cante e dance e brinque e trabalhe um pouco todos os dias.Tire um cochilo todas as tardes. Quando você sair por aí, preste atenção no trânsito e caminhe, de mãos dadas, junto com os outros.
Observe os milagres acontecerem ao seu redor. Lembre-se do feijãozinho no algodão molhado, no copinho plástico. As raízes crescem para baixo e ninguém sabe como ou por que, mas todos somos assim.
Peixinhos dourados e porquinhos da Índia e ratinhos brancos e mesmo o feijãozinho do copinho plástico -- todos morrem. Nós também.
E lembre do livro do Joãozinho e Maria e a primeira palavra que você aprendeu, sem perceber.
A maior palavra de todas:
OLHE !!!!! Tudo o que você precisa mesmo saber está aí, em algum lugar. As regras básicas do convívio humano, o amor, os princípios de higiene; ecologia, política e saúde.
Pense como o mundo seria melhor se todos, todo mundo, na hora do lanche tomasse um copo de leite com biscoitos e depois pegasse o seu cobertorzinho e tirasse uma soneca.
Ou se tivéssemos uma regra básica, na nossa nação e em todas as nações, de pôr as coisas de volta nos lugares onde as encontramos e de limpar a nossa própria bagunça.
E será sempre verdade, não importa quantos anos você tenha, se você sair por aí, pelo mundo afora, o melhor mesmo é poder dar as mãos aos outros, e caminhar sempre juntos."

(Luiz Caversan, 50, é jornalista. )